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Santa Cruz aposta em tesouros culturais para atrair visitantes e investimentos

Com muito verde e a uma hora e meia de carro do Centro do Rio em dia de trânsito livre, Santa Cruz quer aproveitar os ventos olímpicos para entrar no circuito cultural e turístico do Rio. Seu maior trunfo são os 445 anos de história do bairro, que concentra prédios e relíquias do Brasil Colonial e Imperial, muitos em franca revitalização. O futuro também aterrissa no bairro da Zona Oeste, que ganhou a Nave do Conhecimento, espaço tecnológico gratuito com diversos cursos, como o de robótica.

O corredor expresso de ônibus Transoeste já abreviou para 40 minutos a
viagem até a Barra da Tijuca, e os moradores aguardam a construção de outros até 2016, encurtando distâncias a mais regiões.
Ana Beatriz faz estágio em ONG que funciona em casa que já pertenceu ao médico Cesário de Mello | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
 
 “Esperamos que a prefeitura inclua Santa Cruz no roteiro turístico da cidade. Os visitantes precisam saber que boa parte da história do país aconteceu aqui, na antiga Fazenda Imperial, onde a Corte fazia escala nas viagens de carruagem rumo a Petrópolis e São Paulo. Chegou a hora de Santa Cruz sair do anonimato”, defende Válter Vieira Priost, coordenador do Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica, instalado no prédio onde funcionava o antigo Matadouro Imperial, construção erguida por mãos de escravos no fim do século 19.

Ali são digitadas informações sobre a história e as tradições do bairro colhidas nos últimos 29 anos. “Todo este acervo será colocado à disposição do público já em 2013, quando o núcleo completar 30 anos. Atualmente, o Ecomuseu do Matadouro atende a estudantes, pesquisadores e moradores que nos procuram para
doar livros, recortes, fotos e objetos ligados à história de Santa Cruz”, comenta.

Subordinado à Secretaria Municipal de Educação, o ecomuseu funciona com voluntários, todos moradores locais. Um deles é Paulo Henrique Madeira, estudante de Museologia. Sua primeira preocupação é explicar a finalidade de um ecomuseu: “Nosso acervo mais valioso é imaterial. São as heranças das tradições culturais e folclóricas da comunidade, oriundas de famílias que aqui se instalaram há vários séculos ”, define.


Monumentos em meio à desordem


Relíquia histórica de Santa Cruz, uma réplica da Fonte Wallace foi uma das três peças compradas por Dom Pedro II em Paris. A original foi batizada com o nome de seu idealizador, Richard Wallace. A versão carioca, na Praça D. Romualdo, é também motivo de preocupação de moradores.


É que a praça ficou abrigo de desocupados, que usam o local para tomar banho e lavar roupa. Já no sub-bairro Jesuítas, outro problema: um parque de diversões clandestino foi interditado por funcionar sem licença.


Nave oferece estudo a 15 mil alunos


Santa Cruz aposta no passado, mas tem a energia da juventude, que frequenta escolas profissionalizantes, como a Faetec, e, desde maio, a Nave do Conhecimento Tim Lopes, no Morro do Mirante. O local abrigava construções abandonadas e uma cracolândia.


Oferecendo cursos de informática, a Nave começou atendendo 6 mil jovens por mês. Hoje passa de 15 mil, entre jovens e adultos. Um exemplo é Andreia Ramiro, 41 . “Não tenho conexão na minha casa. A única forma de dar prosseguimento aos meus estudos é vindo aqui”. “O funcionamento é tão surpreendente que pessoas da Zona Sul vão para os subúrbios a fim de conhecê-las”, diz o secretário municipal de Ciência e Tecnologia, Franklin Dias.


ONG oferece capacitação profissional a mil jovens


O casarão da Rua Fernanda 140 guarda muitas histórias. Foi ali que morou o médico Júlio Cesário de Melo, eleito senador no início do século passado, que batizou uma das principais avenidas do bairro. Depois de ter sido reformado, o imóvel abriga a sede da ONG Ser Cidadão, que oferece capacitação profissional a mil de jovens de comunidades carentes. “Faço estágio na ONG. Isso tem me ajudado nos estudos”, diz Ana Beatriz de Souza, 20 anos, aluna do 4º ano da Faculdade de Administração de Empresas.

Fonte: O Dia On-Line

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