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O radialista Adelzon Alves, produtor de discos de Clara Nunes, homenageia a cantora em Pedra de Guaratiba

Adelzon Alves com dois discos que produziu para Clara Nunes: “Clara Nunes” (1971) e “Clara Clarice Clara” (1972)
Quem o vê passeando com os cachorros que adota pelas ruas de Pedra de Guaratiba, onde mora há 15 anos, pode não ligar o nome à pessoa. Mas aquele senhor de 73 anos, que gosta de vestir-se de forma simples e abomina o celular, é o radialista Adelzon Alves, produtor de quatro discos que alçaram Clara Nunes ao posto de uma das maiores cantoras de samba de todos os tempos.
— Naquele momento (1971), quando me convidaram para produzí-la na gravadora Odeon, eu já tinha um projeto para ela — lembra Adelzon, que, no próximo sábado, homenageia a cantora com o grupo MPB de Raiz, na Arena Carioca Abelardo Barbosa, em Pedra de Guaratiba.

E o projeto de Adelzon era desenvolver uma carreira para Clara Nunes com base nas tradições afro-brasileiras do samba, principalmente. Foi o que expôs naquela reunião na Odeon, da qual participaram o diretor-artístico da gravadora, Milton Miranda; a cantora Clara Nunes, a mãe dela; e seu então produtor, Jorge Santos:
— Passei a trazer canções de Dorival Caymmi para ela gravar, de sambistas como João Nogueira, que teve a carreira alçada por ela, e também de compositores do Nordeste.
Clara Nunes no início dos anos 60, quando cantava na noite de Belo Horizonte
Clara Nunes no início dos anos 60, quando cantava na noite de Belo Horizonte 
Além do samba, estética visual afro
Do primeiro disco, a canção, que logo estourou na semana seguinte ao lançamento foi "Ê baiana", de Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio. Essa era outra característica de Adelzon: dar oportunidade a artistas relegados a segundo plano.
— Levei para o estúdio o conjunto "Nosso Samba", do Morro da Providência. Nenhum dos integrantes tinha a carteira da Ordem dos Músicos. O diretor do estúdio chiou, dizendo que se passasse um camburão, levaria todo mundo em cana — diverte-se Adelzon.
Além de Clara Nunes, em seu programa na Rádio Globo, "Amigos da madrugada", ele revelou artistas como Martinho da Vila, com "O pequeno burguês" e Paulinho da Viola, com "Foi um rio que passou em minha vida", grandes sucessos nos anos 1970.
Outro passo foi buscar uma estética visual para Clara Nunes:
— Chamei o estilista Geraldo Sobreira e o cabeleireiro Adevanir para comporem uma estética afro-brasileira para ela.
Mas Adelzon lembra que não foi fácil divulgar o trabalho de Clara Nunes. Para isso, contou com a ajuda de José Itamar de Freitas, diretor do "Fantástico" e Eduardo Sidney, do Programa Flávio Cavalcanti.
— A mídia nunca quis saber de samba. O José Itamar levava puxões de orelha quando divulgava clipes de Clara Nunes.
Para quem quiser conferir a homenagem prestada à cantora, o endereço da Arena Carioca é Rua Soldado Elizeu Hipólito s/nº, Pedra de Guaratiba.
Adelzon Alves com discos de Clara Nunes e um dos carrochos que adotou no bairro 
Fonte: Extra on-line

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