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Referência internacional na área de Museologia, o escritor francês Hugues de Varine visita a Zona Oeste


 
No dia 1º de Dezembro, a nossa região recebeu a visita da referência internacional na área de Museologia, o escritor francês Hugues de Varine responsável pelo conceito Ecomuseu.   
Hugues de Varine  em sua 3ª visita a região esteve em Sepetiba acompanhado de representantes do Ecomuseu Itaipu/Binacional/UFOP/Ecomuseu da serra de Ouro preto (Maria Emília Medeiros de Souza, Patrícia Berg,Yara Mattos) - Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários, integrantes do NOPH - Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz, e representantes de outros Ecomuseus, que foram recebidos por integrantes do Ecomuseu Sepetiba, na Colônia de Pescadores Z-15 no bairro de Sepetiba. 
Infelizmente não possuímos fotos para eternizar e dividir com o nosso público esse momento importante para a história da região, pois o evento foi tratado a sete chaves. O mesmo estava sendo divulgado nas redes sociais e como por encanto desapareceu, nós do Portal Santa Cruz é Tudo de bom sabíamos da visita, mais pelo cenário silencioso o qual foi se desenhando optamos em não importunarmos para não sermos mal interpretados, nós temos o mister derradeiro de valorizar nossa região, sem tomar partido de posições política-partidárias, ideológicas ou de interesses pessoais.
Uma de nossas metas-fim é democratizar o conhecimento para que não só poucos mais sim toda a região tenha acesso ao que temos de melhor é a "Cultura" se inserie nesse contexto.


A cultura setorizada de Santa Cruz



Cultura (do latim colere, que significa cultivar), para alguns é “aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Para outros se confunde com noções de: desenvolvimento, educação, bons costumes, etiqueta e comportamentos de elite. 
A Cultura, por ter sido fortemente associada ao conceito de civilização, sobretudo, na França e na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX, onde cultura se referia a um ideal de elite, fez surgir duas vertentes “cultura erudita” e “cultura popular”.
É o que acontece no bairro de Santa Cruz, vivemos em um mesmo bairro, com dois pólos de uma mesma cultura, na qual em uma ponta mais ao centro temos manifestações com uma cultura mais erudita onde recebemos, historiadores, museologistas, príncipes, autoridades eclisiásticas, autoridades estrangeiras, para outro lado, há uma cultura mais popular, com hip-hop, samba, jazz, ballet, funk, esses sem apoio nenhum, sem patrocínio, que só acontecem pela moral do interesse, seja ele político ou financeiro, de alto-promoção, etc. Faço da cultura o alicerce da minha vida. O pouco que conquistei na vida foi através da cultura e da educação.  Destaquei-me em meu trabalho por ter um pouco mais de conhecimentos gerais pelo simples hábito da leitura, o que me levou à área da Comunicação.  A cultura e a educação são as únicas coisas que não podem ser tiradas do indivíduo, é aquilo que o torna forte, esclarecido, que o faz ter o discernimento sobre as coisas, faz questionar os sistemas.   A cultura e a educação, para mim são, um sacerdócio, uma religião, acredito em Deus, no céu e na Cultura e na Educação na Terra.
Se investirmos em cultura e educação, teremos um mundo melhor para todos, longe das nossas mazelas. 
Mais nem tudo é flores na “cultura erudita”.  Temos investimentos, projetos, grandes parcerias, surgem associações com esse ou aquele fim, um projeto grande ali ou acolá, já na “cultura popular", o papo é outro, são muitas as exigências, muitas as artimanhas que impedem o seu desenvolvimento, além de não receber o apoio da “cultura erudita”, que não vai até às comunidades, nem possibilista que a “cultura popular” chegue ao outro pólo.  É isso mesmo: só faz cultura nesse pais quem tem dinheiro, seja através de um patrocinador, do governo, de uma grande ONG, ou instituição onde seus curadores são influentes e esclarecidos. Não há interesse realmente de levar a cultura aonde ela é urgente nas COMUNIDADES, onde estão os que dela mais necessitam.  São poucos os investimentos nesse segmento da Cultura. Não esqueço o dia em que fui convidado para ir a uma tarde de Jazz no Centro Cultural de Santa Cruz. Convidei alguns artistas e operadores da Cultura, até mesmo um Coordenador de Lona Cultural. Todos os que levei ficaram maravilhados com o Centro Cultural, com a Biblioteca, com as Exposições, com o Auditório, com o Palacete, com tudo! Sabem por que? Porque nunca ouviram falar de nada daquilo! Que cultura é essa que só chega a alguns. Porque essa Cultura não vai às Comunidades? Para que serve, então, essa estrutura? Na ocasião, entrevistei o Cônsul para Diplomacia Pública do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, e solicitei-lhe que sintetiza-se em uma frase aquele momento, como incentivo à cultura, ele disse: “...nossas diferenças nos unem”.  Acho que ele estava errado. Hoje, vejo dois pólos e vejo pouco empenho até mesmo dos Operadores da Cultura. 
As grandes empresas do Pólo Industrial de Santa Cruz poderiam dar uma olhada nas comunidades de Santa Cruz. Existem vários "heróis da cultura" que trabalham 10 (dez), 20 (anos) fazendo a cultura popular, dando aula gratuitamente e até tirando do seu próprio bolso, por amar o que fazem. Imaginem: se houvessem investimento, o que não se poderia fazer... evitar que um jovem entre no mundo das drogas, que venha a deliguir, matar, roubar, etc.
As autoridades e investidores tem que avaliar o que é "Cultura" e para que ela é feita, estamos em uma era em que são cancelados pequenos projetos culturais, que se apagam memória indígenas, que apagam de nossa memória quem somos e de onde viemos, não deixam desfrutar do que também é nosso por direito!
Pensem nisso!
 
Carlos Roberto
Coordenador Cultural do CISA
Coordenador do Portal "Santa Cruz é Tudo de Bom"
(21) 7839-4874- chatalva@bol.com.br

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