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Anistia Internacional cobra explicações da Secretaria de Segurança sobre operação na Favela do Rola em Santa Cruz

Policiais encontram corpos no bar, para onde também seria levada a outra vítima
O diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, cobrou uma investigação rigorosa da operação na Favela do Rola, em 16 de agosto do ano passado, onde policiais forjaram um auto de resistência, uma morte após confronto policial. Roque se disse chocado com a frieza dos policiais e disse ter “vergonha cívica” de ver a conduta dos agentes.
— As imagens são muito fortes, ainda que a gente saiba que essas coisas acontecem dessa maneira com frequência no Brasil, vê-las de forma tão nítida e clara é chocante, ainda mais se tratando da elite da polícia do Rio e de policiais de que se espera uma postura e uma forma de operar dentro da legalidade. Tudo o que a gente vê ali são imagens que produzem vergonha cívica de ver a força policial de seu estado atuando como gangues — criticou.


Homem é baleado pela polícia depois de tentar fugir correndo
Homem é baleado pela polícia depois de tentar fugir correndo
Segundo Roque, do ponto de vista de segurança pública, a operação infringe várias normas, ao empregar armas pesadas e atacar alvos sem ser atacado.
— O que mais choca é a frieza e a maneira desrespeitosa e descuidada com que os polciais tratam os jovens mortos. Parece que eles estão seguindo um protocolo, eles não vacilam, não há o momento de espanto de quem acabou de matar uma pessoa desarmada. É instantâneo, como se eles estivessem seguindo uma norma. Esse comportamento é uma prática regular, uma operação pensada para matar, não para prender — avaliou.

Policiais encontram corpos no bar, para onde também seria levada a outra vítima
Policiais encontram corpos no bar, para onde também seria levada a outra vítima
Roque lamentou ainda o que chamou de “procedimento padrão para esconder a cena do crime e falsear a morte”.
— Isso me leva a pensar que hoje tem que ser perguntado ao governador Sérgio Cabral, ao secretário José Mariano Beltrame e à chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, afinal de contas, qual é a direção da polícia: a barbárie ou a civilidade?
O diretor da Anistia Brasil criticou ainda o silêncio das autoridades.
— O governador deveria estar na televisão sinalizando para a tropa que isso é inaceitável. Sem fazer isso, o recado que fica é que isso é correto. Ele e o Beltrame devem vir a público dizer o que está acontecendo, dizer que aquilo é inaceitável como prática da força de segurança. O silêncio do Cabral e do Beltrame faz parecer que isso é certo. Se o Beltrame trata isso como mais do mesmo, significa que virou rotina. Essa filmagem de agora choca pela atitude rotineira. Eles vão ali para matar, foi conduzida com a intenção de eliminar essas pessoas, fossem elas quem fossem. Nem o Bin Laden foi morto dessa maneira. Os americanos pelo menos entraram na casa dele. Mesmo a guerra tem regras. Nesse caso, isso seria levado para um tribunal internacional — comparou.
Aprofundamento da investigação
Stephanie Morin, pesquisadora para o Brasil da Human Rights Watch, defendeu um aprofundamento da investigação do episódio.
— Esse vídeo é muito importante, espero que muitas pessoas lhe assistam e cobrem uma investigação. O importante é que a ocorrência seja investigada e as condutas, individualizadas — cobrou.
De acordo com a pesquisadora, a regra geral é que a força letal só seja utilizada por um agente do Estado para repelir uma ameaça à vida daquele policial ou de outras pessoas em casos iminentes, e deve empregar meios proporcionais.
Stephanie afirmou não haver indícios suficientes para se afirmar que se trata de um auto de resistência.
— Não está claro se havia disparos contra o helicóptero, o que lança dúvida se todas as mortes decorrentes dessa operação, as cinco mortes, foram de fato resistência seguida de morte, o que no Rio se chama auto de resistência.

Os policiais trocam o corpo de lugar
Fonte: Jornal Extra

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