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Sem chuva, seriam necessários 5 dias para secar lamaçal no Campus Fidei, em Guaratiba

Chuva atrapalhou os ensaios no Campo da Fé, em Guaratiba, no Rio de Janeiro Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil
Mesmo se a chuva no Rio parasse agora, seriam necessários cinco dias ininterruptos de sol e vento, nas melhores condições climáticas possíveis, para que o lamaçal formado no Campus Fidei, em Guaratiba, na zona oeste da cidade, secasse e ganhasse condições de receber fiéis.

A estimativa é de Francisco Martins, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ). Segundo o especialista, a região de Guaratiba tem origem em um manguezal que se estendia por dezenas de quilômetros nos fundos da Baía de Sepetiba, que banha a zona oeste do Rio e outros municípios da região metropolitana. Entre 20 mil e 10 mil anos atrás, essa área de baixada era ocupada pelo mar. A redução natural do nível do mar, acelerada, no século 20, pelos aglomerados urbanos que ocuparam as áreas de aterro, tornou a área seca, mas sujeita a enchentes.

Martins explica que o solo argiloso, com lençóis freáticos muito próximos da superfície, dificulta o escoamento da água da chuva. "O solo daquela região é uma mistura de camada fina de areia com muita argila. Se a argila fica impregnada de água, torna-se impermeável e não absorve a chuva", disse.

Embora julho seja um mês menos chuvoso no Rio, a escolha de Guaratiba para o Campus Fidei pode ter sido arriscada, na visão do professor. Isso porque, para preparar adequadamente o solo a fim de receber os peregrinos, seria necessário gastar até R$ 100 milhões. Seria preciso cobrir o solo com pelo menos 40 centímetros de brita ou instalar pranchões de metal. "Sem essa preparação, era previsível que haveria problemas com a chuva", afirmou.

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