‘Ele foi enterrado como indigente’, diz irmã de morto em operação na Favela do Rola

Paulo César de Souza Caetano, morto aos 43 anos, em foto com a mulher, há 17 anos
 
Como a senhora ficou sabendo da morte do seu irmão?
Denise Caetano - Só fui saber no fim do ano passado, quando um rapaz contou para o meu filho. Ele foi enterrado como se fosse um indigente. A dor maior é de não ter tido o enterro. Tenho a sensação de que ele pode aparecer a qualquer momento. Ele ficou no meio do fogo cruzado, entre a polícia e os traficantes.
Vocês foram criados na Favela do Rola?
Fomos criados na Favela Nova Holanda. Éramos 19 irmãos e ele era o caçula. Na verdade, ele era filho da minha irmã, que morreu quando ele tinha 3 anos. Ela estava grávida de 7 meses e foi espancada até a morte pelo ex-marido. Depois, a minha mãe registrou ele como filho. Ele foi criado como meu irmão.
Ele lembrava disso?
Ele viu tudo. Assistiu a morte da mãe. Lembrava e sempre falava. Tinha uma revolta por ter perdido a mãe desse jeito. O assassino morreu logo depois, baleado pela polícia.
A senhora já visitou o seu irmão na Favela do Rola?
Fui lá uma vez e não gostei. Era um lugar perigoso, com ambiente pesado. Um lugar macabro, que só cheira a morte. Fui lá no ano passado, antes dele morrer.
O seu irmão tinha envolvimento com o tráfico?
Não. Ele só usava crack. O Conselho Tutelar tirou três filhos dele, porque a mãe também era usuária.
Fonte: Jornal Extra

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